Açoita Cavalo

 Açoita Cavalo

Características Botânicas da Açoita Cavalo
Nome cientifico:    Luehea divaricata
Família: MalvaceaeNomes populares: Açoita cavalo, Ivitinga
Onde é encontrada:
Encontrada com frequência em toda a região, tanto nas matas como em campo aberto.
Características: Árvore pioneira de baixo a médio porte, 8 a 10 metros de altura, bastante rústica. Folhas trinervadas, duras e ásperas, de onde deriva seu nome. Flores vistosas, com tons de amarelo a rosa. Fruto que se abre expondo inúmeras sementes aladas, de fácil germinação.
Utilidades: Pioneira, própria para revegetação. Melífera.
Época de floração e frutificação: Floresce em Outubro, frutifica em Janeiro.
 Fonte:http://www.arvores.brasil.nom.br/new/acoita/index.htm
Arvores Nativas Açoita Cavalo

Dados da Espécie

 

Especificações Gerais


Familia: Tiliaceae
Nome Científico: Luehea divaricata Mart.
Nomes Comuns: açoita cavalo, açoita, açoita cavalo miúdo, açoite de cavalo, açouta cavalo, açoita cavalos, açoita cavalo vermelho, biatingui, caoveti, estribeiro, estriveira, guaxima do campo, ibatingui, ibitinga, ivatingui, mutamba, pau de canga, salta cavalo, soita, soita cavalo, ubatinga, ivitinga, francisco alvarez, sota caballo
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta ombrófila densa , mata ciliar
Distribuição Geográfica: BA ES RJ SP MG GO MS PR SC RS
Dispersão: anemocoria
Polinização: melitofilia
Floração: DEZ JAN FEV MAR
Frutificação: ABR MAI JUN JUL

Utilização


Utilizada para: Construção
Resina
Arborização Urbana
Medicina
Melífera
Fibras
Paisagismo

Dados do Caule


Tipo de Copa: irregular
Tipo de Estrutura: não há
Densidade da Madeira: 0,64
Observações: A ramificação é irregular e simpódica. A copa é larga e densa, com folhagem característica.

Dados da Flor


Forma da Flor: campânula
Número de Pétalas: 5
Tamanho da Flor: 2,5
Cor: rosa
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Sexual: cacho

Dados da Folha


Tipo: Simples
Forma da Folha: ovalada
Tamanho da Folha: 5 x 12
Inserção: alterna
Consistência: foliácea
Contem: Nervação
Pilosidade
Observações: A folha possui 2 a 6 cm de largura e 4 a 15 cm de comprimento, com pecíolo curto (até 1 cm de comprimento). As bordas são irregularmente serreadas. Apresenta 3 nervuras nítidas longitudinais, divergentes da base e formando ramificações.

Dados do Fruto


Tipo do Fruto: cápsula
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: marrom
Tamanho: 3
Deiscencia: sim
Periodicidade: anual
Observações: O fruto é uma cápsula cônica, seca e lenhosa, totalmente coberta por fina camada de pêlos. A deiscência ocorre somente na sua extremidade, que se abre em 5 fendas.

Dados sobre Pragas e Doenças


Descrição da Doença: Principalmente danos leves causados por besouros (Coleóptera, Scolytidae) e os “serradores” Oncideres saga, O. dejeani e O. ulcerosa (Coleóptera, Cerambycidae).

Dados das Sementes


Forma da Semente: asa
Cor da Semente: marrom
Tamanho: 1
Quantidade: 12

Técnicas em Viveiro


Beneficiamento: Os frutos devem ser colhidos quando iniciam a deiscência (mudam da coloração verde para marrom clara). Após a colheita, devem ser colocados ao sol para completarem a abertura e liberação das sementes. Para que ocorra a liberação total das sementes, recomenda-se a agitação dos frutos. O armazenamento das sementes deve ser em câmara fria (T = 18 C).
Sementes por Kilo: 250000
Dormência: não
Quebra Natural: 3 meses
Quebra Câmara: 12 meses
Umidade: 50 %
Germinação: 50 % após 15 dias
Propagação: estaquia
Condução: sombreado
Formação: a 30 cm em 6 meses
Tolerância: sim, 2 a 4 semanas após a germinação.
Plantio: O plantio puro a pleno sol deve ser evitado, pois ocorre esgalhamento precoce. Recomenda-se plantio misto, associado com espécies pioneiras ou em faixas abertas na capoeira (plantio em linha). É recomendada para sistemas silvipastoris, como árvore de sombra para abrigo do gado. Possui crescimento lento, variando em função do sítio e tratos culturais (chega a atingir 3,5 m de altura aos 2 anos de idade). O plantio por raiz nua apresenta boa porcentagem de pegamento.
Conservação: Não ameaçada.

Bibliografia


AGUIAR, I.B.; PINÃ-RODRIGUES, F.C.M. & FIGLIOLIA, M.B. Sementes Florestais Tropicais. ABRATES. Brasília. 1993. 350p.CORREA, M.P. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas Cultivadas. Ministério da Agricultura. Rio de janeiro. 1931.ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.
Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
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