Arvores Frutiferas de Amoreira

  • Arvores Frutiferas de Amoreira

  • Amora

Nome científico: Morus sp

Família: Moráceas

Nome comum: amora, amoreira. Não confundir com a amora-preta, que é uma planta frutífera da família das Rosáceas.

Origem: Ásia

__________________________________Créditos da foto: Cátia Simone

Descrição e característica da planta: a planta que será abordada aqui é a usada principalmente na alimentação do bicho-da-seda.
Trata-se de uma planta perene de rápido crescimento que pode atingir até 12 metros de altura, se mantida naturalmente sem nenhuma poda. As folhas são cordiformes, inteiras ou lobuladas, bordas serrilhadas, sem espinhos e de cor esverdeada. As flores são pequenas e de cor branco-amarelada. Os frutos são alongados de coloração esbranquiçada a esverdeada no início da sua formação e depois fica rosada e finalmente quase preta, quando maduros. O que chamamos de fruto, é um agrupamento de vários e minúsculos frutos que se unem formando uma massa. Normalmente, os frutos não têm sementes e quando bem maduros são doces, bem suculentos e de cor roxa. As condições favoráveis ao desenvolvimento vegetativo são: clima ameno a quente, boa disponibilidade de água e se adapta bem em qualquer tipo de solo, mas são recomendados solos profundos, férteis e ricos em matéria orgânica para melhor desenvolvimento das plantas. No período mais frio do ano, as folhas mais velhas ficam amareladas e caem. A propagação é feita através de estacas, obtidas de ramos das plantas, no período mais quente e chuvoso do ano.

Produção e produtividade: para a alimentação do bicho-da-seda, as folhas são retiradas dos ramos ou os ramos são cortados quando as plantas estão bem enfolhadas. Nessa atividade, os frutos não têm importância econômica. A frutificação ocorre no início da primavera, época da emissão de folhas novas.

Utilidade: as folhas são imprescindíveis na alimentação de lagartas do bicho-da-seda. A amoreira branca é a preferida na criação do bicho-da-seda, enquanto que a preta, para consumo humano, pelo sabor mais pronunciado e mais volumoso. Os frutos maduros podem ser consumidos ao natural ou usados no preparo de sucos, sorvetes, geléias, compotas, doces, vinhos, licores, xaropes e vinagres. Os frutos maduros são ricos em água, açúcar e vitamina C.

Propriedades medicinais da amora
São duas espécies principais: a preta ( Morus nigra ) e a branca ( Morus alba ). Ambas são medicinais e alimentícias. A amoreira-branca é cultivada quase que exclusivamente para a criação do Bombyx mori ou bicho-da-seda, muito comum no Oriente. Este inseto alimenta-se das folhas da amoreira-branca. A amora pertence à família das moráceas, em que se incluem também a jaca, o figo, a fruta-pão, a umbaúba etc.
– Possui elevada concentração de cálcio, ajuda no combate da osteoporose.
– Tônico muscular para quem pratica esportes, possui alto teor de potássio.

Utilidades Medicinais:
Afta – Bochechar com suco de amora-preta, quente, adoçado com mel.
Amigdalite – Suco de amora-preta, quente, adoçado com mel; tomar aos goles. Pode – se também preparar um xarope deste suco, bastando cozê-lo até engrossar um pouco. Fazer gargarejos com o xarope, ou toma-lo às colheradas, deixando descer suavemente pela garganta.
Bronquite – Infuso da casca da raiz, morno, para combater a tosse. Tomar morno, às colheradas. Em excesso é purgativo. Para preparar um infuso, deitar água fervente sobre as cascas das raízes bem picadas, tapar o recipiente, e deixar esfriar.
Cabelo, queda de – Massagear o couro cabeludo com o infuso das folhas da amoreira.
Catarro – Para as secreções catarrais das vias respiratórias altas recomenda-se o gargarejo com o chá morno das folhas da amoreira.
Doenças das Cordas Vocais – Suco de amora-preta, quente, adoçado com mel.Tomar vagarosamente.
Diarréia – Usar xarope de amora, conforme explicado em amidalite. Tomar não mais de 2 colheres de sopa por vez, com intervalos mínimos de 2 horas. 

Fontes: http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTP0-4373,00.html , às 17:30 de 18 de abril de 2008.
www.todafruta.com.br Data Edição: 07/07/04 
Curso Básico de Fruticultura – Engº. Agroº. Marco Moro – Escritório Regional da EMATER – Pelotas/RS –  2006.

Bibliografia:
As Frutas na Medicina Natural
Alfons Balbach
Daniel S. F. Boarim
Edição Vida Plena
(XX11) 464-3888 – Itaquaquecetuba – SP.
 

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