Arvores Frutiferas Figueira -Mudas Frutiferas Figueira

Arvores Frutiferas Figueira -Mudas Frutiferas Figueira

Ficus carica L.

Arvores Frutiferas Figueira -Mudas Frutiferas Figueirarutífera da família Moraceae, originária da região arábica mediterrânea, apresenta folhas caducas que caem no outono-inverno. A figueira se desenvolve melhor nas regiões subtropicais temperadas, mas é de comportamento cosmopolita, com grande capacidade de adaptação climática. Apresenta porte arbustivo nos pomares paulistas, conduzidos sob poda drástica. Os figos destinam-se ao consumo in natura ou à industrialização, em forma de doces em calda (verdes e inchados), cristalizados, figada e secos do tipo rami.

Cultivar: Roxo de Valinhos ou clonal similar.

 

Mudas e plantio: estacas enraizadas. Mudas de raízes nuas: em junho a julho; em recipientes: em qualquer época, porém, de preferência, na estação das águas. Utilizar mudas provenientes de viveiros livres de nematóide; evitar o aproveitamento de filhotes que se formam junto do tronco das plantas adultas. A estaquia direta no campo é um processo de multiplicação que pode ser conveniente pela maior rapidez na implantação do figueiral, sob condições favoráveis de clima e solo.

 

Espaçamento: 3,5 x 2,0m (básico) e 3,0 x 1,0m (adensado).

 

Mudas necessárias: 1.400/ha (básico) e 3.300/ha (adensado).

 

Controle da erosão: plantio em linhas de nível ou cortando as águas, patamares ou banquetas em terrenos mais declivosos, capinas em ruas alternadas, cobertura morta em todo o terreno, ou pelo menos na linha das plantas.

 

Calagem: de acordo com análise de solo, aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%. Aplicar o corretivo por todo o terreno, antes do plantio ou menos durante a exploração do pomar, incorporando-o mediante aração e gradagem.

 

Adubação de plantio: aplicar, por cova, 2 kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral, 1kg de calcário magnesiano, 200g de P2O5 e 60g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura, a partir do início da brotação das mudas, aplicar, ao redor da planta, 60g de N em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.

 

Adubação de formação: para plantios sob espaçamento básico e de acordo com a análise de solo, aplicar, por ano de idade, 20 a 60 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O; efetuar a aplicação de N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

 

Adubação de produção: no pomar adulto, sob espaçamento básico, a partir do 5º ano, conforme a análise de solo e a produtividade, aplicar anualmente, 3t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral bem curtido, e 140 a 280 kg/ha de N. 40 a 200 kg/ha de P2O5 e 40 a 240 kg/ha de K2O. Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, acompanhando a projeção da copa da planta no solo e, em seguida, misturá-lo com a terra da superfície. Dividir a aplicação do nitrogênio em quatro parcelas, em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

 

Observação: Para plantios adensados, aplicar os adubos, no pomar em formação e no adulto, de modo similar aos plantios básicos, reduzindo as dosagens proporcionalmente à área ocupada por planta.

 

Irrigação: aconselhável nas estiagens da primavera de modo localizado e, de preferência, por gotejamento.

 

Outros tratos culturais: poda anual drástica de inverno e desbrotas, para manter a copa arejada, com 15 a 20 ramos por planta; manter espessa camada de cobertura morta, com capim gordura ou bagacilho de cana.

 

Controle de pragas e doenças: no inverno – caiação do tronco; na vegetação – fungicidas calda bordalesa, ziram, enxofre, mancozeb, cúpricos, oxicloreto de cobre + mancozeb; e inseticidas azinphós ethyl, fenitrothion, deltamethrin, trichlorfon, parathion methyl, óleo mineral, enxofre (acaricida).

 

Colheita: dezembro a abril. Safras comerciais a partir do 2º ano de instalação do pomar e colheita manual dos frutos, em dois a três repasses semanais, nos estádios: maduro, inchado ou verde, conforme a destinação do produto.

 

Produtividade normal: 20 a 22 t/ha de frutos maduros ou inchados, ou 10 t/ha de verdes em pomares adultos racionalmente conduzidos.

 

Fonte: Boletim, IAC, 200, 1998.

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