Louro Pardo – Mudas de Louro Pardo

O louro-pardo produz madeira atraente, apreciada tanto no mercado interno como no externo,
sendo indicada para móveis de luxo e laminados. É espécie característica da floresta estacional
decidual, sendo importante para a restauração ambiental, destacando-se os aspectos de melífera
e boa produtora de biomassa por meio da produção de denso folhedo. Na arborização urbana, é
23utilizada principalmente por seu porte ereto e copa ornamental, principalmente quando de seu
florescimento.
Características botânicas: Árvore caducifólia de 25 até 35 metros de altura e 40 a 60 cm de
DAP (Diâmetro a altura do peito). Tronco cilíndrico, retilínio, com base um pouco tabular, com
fuste comprido de 10 a 15 metros. Ramos curtos com esgalhamento mais ou menos horizontal.
Copa cilíndrica, estreita e comprida. Casca rugosa com fissuras longitudinais, de cor cinzenta a
castanha. Folhas de disposição alterna, simples, lanceoladas, de 9 a 15 cm de comprimento por
4 a 7 cm de largura, com pecíolo de 1/3 a metade do comprimento da folha, esbranquiçadas e
com pilosidade na face inferior. Bordos inteiros e lâminas ásperas na parte superior.
Consistência sub-coriácea. Inflorescências piramidais, paniculadas, de 8-30 cm de diâmetro
densamente tomentosas. Floras brancas, pentâmeras, com cerca de 2 cm de diâmetro, pétalas
inicialmente brancas, persistentes que secam, tornando-se de cor castanha, e servem para a
dispersão do fruto pelo vento, como uma hélice. Fruto seco, oval-alongado, permanecendo
dentro do cálice, de cerca de 1 cm de comprimento, de cor verde-castanha. Sementes com testa
presa à parede do fruto. Possui cerca de 35.200 unidades por quilograma de sementes
(Lorenzi, 1992). Floresce de fevereiro a abril, enquanto a maturação dos frutos ocorre de
maio a julho.
Distribuição geográfica: Ocorre desde o Ceará até o Rio Grande do Sul. (Reitz et al., 1983,
Lorenzi, 1992), principalmente na Floresta Estacional Decidual, podendo ser encontrada
também na Floresta Estacional Semidecidual e, mais raramente, na Floresta Ombrófila Densa e
Floresta Ombrófila Mista.
Características ecológicas: Espécie semi-heliófita, geralmente, ocorrendo em capoeirões,
clareiras, como uma árvore secundária inicial, ocorrendo também indivíduos adultos nas
florestas em estádio maduro. Prefere solos argilosos, de origem basáltica, e não tolerando solos
muito úmidos. É uma das espécies mais abundantes nas florestas estacionais da bacia do rio
Paraná, no Paraguai (Spichiger et al., 1995).
Usos: madeira medianamente dura e flexível, de cor pardo-claro-amarelada, de superfície
uniforme ou com listas mais escuras, cheiro e gosto característicos de essência de madeira.
Considerada uma das melhores madeiras de lei, fácil de trabalhar, e empregada para os mais
diversos fins. Utilizada em obras de luxo, como em vigas, caixilhos, caibros, lambris, parquetes,
persianas, sendo também utilizada em móveis finos na Argentina (Reitz et al., 1983). Tem alguns
problemas por ser de baixa resistência a organismos xilófagos e dificuldade de absorção d
produtos preservantes. Também usada em embarcações leves, devido à boa resistência à
umidade, porém sensível ao apodrecimento quando exposta as intempéries. Espécie
recomendada para recomposição de florestas, em áreas de preservação permanente. Destacada
como apícola, sendo uma das raras árvores que florescem no outono. Utilizada em arborização
de praças públicas ou de ruas, em calçadas amplas e longe da fiação. Possui grandes
possibilidades para o reflorestamento por possuir crescimento relativamente rápido, produzindo
abundância de frutos, apresentando um fuste longo e por possuir madeira de excelente
qualidade.
Propagação e cultivo: As sementes devem ser semeadas logo após seu amadurecimento,
perdendo o poder germinativo por desidratação, logo após algumas semanas. As sementes são
bastantes infestadas por carunchos. A germinação é lenta, mas abundante. Os frutos devem ser
colhidos logo do início de sua queda espontânea. As pétalas são retiradas através de maceração.
As sementes podem apresentar dormência tegumentar, podendo então ser escarificadas
mecanicamente. Repicagem de 21 a 49 dias depois da germinação. Sugere-se o plantio em
recipientes de um a dois litros, com 50% de matéria orgânica e 50% de substrato arenoso, em
ambiente sombreado, ou semi-sombreado. As plântulas, quando diretamente expostas ao sol e
ao frio, são sensíveis às geadas, motivo pelo qual devem ser parcialmente cobertas nos viveiros,
24durante o inverno (Smith, 1970). A semeadura direta é mais recomendada que a repicagem.
Apresenta rápido crescimento inicial, com crescimento volumétrico de 14,30m³ hectare/ano.
Comercialização: É uma das madeiras consideradas nobres, porém não possui produção na
Região Sul.
Comentários adicionais: Segundo o IPEF
(http://www.ipef.br/identificacao/nativas/detalhes.asp?codigo=25) tem ocorrido alta
incidência de insetos da família Tingidae (Hemiptera), que sugam principalmente as folhas,
causando manchas amareladas. Observou-se, mais recentemente, também o ataque de uma nova
lagarta. Para minimizar esses problemas, recomendam-se plantios mistos. Utilizada em plantios
de agroflorestas, sendo encontrada na maior parte dos viveiros da Região.}

Fonte:http://www.ufrgs.br/viveiroscomunitarios/publicacoes/ESPECIES%20ARBOREAS%20DE%20USO%20ESTRATEGICO%20PARA%20AGRICULTURA%20FAMILIAR%20.pdf

 

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