Plantas Nativas e Plantas Frutiferas

Plantas Nativas e Plantas Frutiferas

 

Trabalharcom plantas é um verdadeiro prazer , chega a ser uma paixão.
Quem estiver lendo este texto e faz o que gosta sabe disso ainda mais se tarbalhar com seres vivos com as plantas na sua infinita variedade .
Temos um grande variedade de plantas nativas e exoticas , mas como é impossivel trabalhar com infinitas variedades , temos tambem o prazer de saber que outras empresas cuidam de outras especies .
O Viveiro de Mudas e Plantas Floresta tem um garnde prazer de atende-lo em nossa gama de especies de mudas e arvores , mas tambem podemos orienta-lo naquelas que tambem não possuimos .

Maria do Socorro Bona Nascimento*
Maria Elisabete Oliveira*

As plantas nativas constituem importante patrimônio cultural e econômico para as populações locais. O melhor conhecimento dessas plantas, sobretudo pelos jovens, cria um elo entre as gerações, valorizando-se assim as raízes culturais e assegurando a continuidade do saber local. Além disso, o conhecimento leva à apreciação e esta ao uso racional, que, por sua vez, reduzirá a crescente ameaça à biodiversidade.Em três assentamentos localizados em São João do Piauí, a Embrapa Meio-Norte, contando com a parceria da Universidade Federal do Piauí, realizou um levantamento sobre as plantaslocais e seus usos. As citações foram espontâneas, pedindo-se apenas às pessoas que fossem relacionadas separadamente as árvores/arbustos e as herbáceas/subarbustos. Foram respondidos 52 questionários, por pessoas indicadas como detentoras de conhecimento sobre as plantas.No total, foram citadas 82 plantas e os usos forrageiro, apícola, medicinal, madereiro, melhoramento de solo, produtoras de carvão, lenha e vara. Outras utilidades, relacionadas em menor escala, foram o emprego em artesanato (confecção de chapéus, vassouras, cestos e esteiras), na alimentação humana e na produção de sombra. Ocorreram ainda indicações de plantas”produtoras de veneno” sejam aquelas usadas no controle das pragas agrícolas ou as tóxicas aos animais.As plantas mais citadas foram catingueira, marmeleiro e angico-de-bezerro (ou catanduva), com mais de 50% das citações. Em uma segunda categoria, com menos de 50% a 20% das citações, destacaram-se angico, jitirana, camaratuba e jurema preta. Portanto, as plantas lenhosas e perenes, que são predominantes na vegetação local, foram as mais citadas. Entre as herbáceas e anuais descaram-se jitirana, bamburral, cabeça-branca, malva e mata-pasto.Os fatores mais importantes para a citação de uma espécie de planta foram a sua abundância na área, seguida da sua utilidade. Assim, verificou-se que a catingueira, apesar de não se destacar nas citações de uso, tendo porém ocorrência muito comum, foi a mais citada.O angico-de-bezerro, de menor ocorrência, porém com vários usos, foi a terceira mais citada. O marmeleiro, de elevado uso e alta ocorrência, ficou em segundo lugar. Ressalte-se que algaroba (esta apesar de não ser nativa já é natuzalizada na região) e o juazeiro foram citadas somente por 19% e 16% dos entrevistados, respectivamente, por não serem comuns na área do assentamento.

Considerando-se o uso, a categoria mais citada foi a forrageira, com 186 citações, seguindo-se as categorias madereira e medicinal (ambas com 75 citações), apícola (58) e lenha (43). Como uso na alimentação humana foram citadas, por apenas uma pessoa, guabiraba e umbuzeiro, indicando que a população não depende das plantas locais para sua própria alimentação.

As plantas mais citadas como forrageiras, em ordem decrescente, foram angico-de-bezerro, marmeleiro, jitirana e camaratuba. Como apícolas destacaram-se bamburral, marmeleiro, angico-de-bezerro, mofumbo e camaratuba. O marmeleiro sobressaiu também como medicinal, seguido pelo angico-de-bezerro e o mofumbo. O angico-de-bezerro foi também a espécie mais citada como madereira.

Portanto, excetuando-se a alimentação humana, ficou notória a múltipla utilidade das plantas locais para a população, o que indica a importância da divulgação do seu valor e de medidas que assegurem sua proteção contra as diversas pressões de uso, que podem levar ao desaparecimento das espécies mais usadas.

Esse desaparecimento diz respeito não somente às populações locais mas também à sociedade de forma mais ampla, pelo potencial de uso, das próprias plantas ou de seus produtos, em regiões onde não ocorrem naturalmente.

Nomes populares e os respectivos nomes científicos das plantascitadas:
Algaroba – Prosopis juliflora (Sw.) DC
Angico – Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
Angico-de-bezerro (ou catanduva) – Piptadenia moniliformis Benth
Bamburral – Hyptis suaveolens (L.) Poit.
Cabeça-branca – Althernanthera brasiliana (L.) Kuntze
Camaratuba – Cratylia mollis Mart. ex Benth
Catingueira – Caesalpinia bracteosa Tul.
Guabiraba – Campomansia sp.
Jitirana – Ipomoea sp.
Juazeiro – Ziziphus cotinifolia Reissek.
Jurema preta – Mimosa tenuiflora (Willd.) Poiret.
Malva – Sida cordifolia L., S. acuta Burm., S. angustifolia A.St.-Hil. e S. rhombifolia L.
Marmeleiro – Croton sonderianus Muell. Arg.
Mata-pasto – Senna obtusifolia (L.) Irwin & Barneby
Mofumbo – Combretum leprosum Mart..
Umbuzeiro – Spondias tuberosa Arruda

Fonte:
-* Maria do Socorro Bona é doutora em Manejo de Pastagem Nascimento e pesquisadora da Embrapa Meio-Norte (Teresina- PI) – sbona@cpamn.embrapa.br
-* Maria Elisabete Oliveira é professora da Universidade Federal do Piauí

 

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