Viveiro de plantas ornamentais

Viveiro de plantas ornamentais: um empreendimento de grande potencial econômico

O constante aumento na procura por estas plantas tem atraído a atenção para a implementação deste tipo de agronegócio
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Em virtude de a vida moderna afastar o homem cada vez mais da natureza, surge a necessidade de levar as plantas para mais próximo do seu convívio

O consumo de flores e plantas ornamentais faz parte da tradição brasileira. Atualmente, o mercado interno de flores e plantas ornamentais movimenta cerca de 1 bilhão de reais ao ano, e, estima-se, gera 50 mil empregos.

Além disso, as condições de produção do país, dotado de diversidade de solo e clima, permitem o cultivo de um infinito número de espécies e conferem aos produtos brasileiros oportunidades de abrir espaços e de se firmar, também,  no mercado internacional.

Em virtude de a vida moderna afastar o homem cada vez mais da natureza, surge a necessidade de levar as plantas para mais próximo do seu convívio, nos lares, escritórios, jardins, em praças públicas e demais áreas de lazer, promovendo, dessa forma, um sentimento de unidade entre o ser humano e a natureza.

Esses fatores promovem uma demanda cada vez maior de plantas ornamentais, levando a um constante aumento na procura por estas plantas, o que tem atraído a atenção para a implementação deste tipo de agronegócio de grande potencial econômico.

No entanto, há de se considerar as exigências do consumidor moderno, que a cada dia, briga mais qualidade, beleza e bons preços. Neste sentido estar bem preparado para atender bem à clientela é de fundamental importância.

“Uma muda de qualidade é vista como de fundamental importância para o sucesso na implantação e manutenção de qualquer projeto paisagístico, arborização urbana ou mesmo para o cultivo de plantas em vaso.”, afirmam os professores Wantuelfer Gonçalves, Danielle Gomes da Silva Ferreira e Rozimar Gomes da Silva Ferreira, do curso Produção de mudas ornamentais, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Assim, para se conseguir mudas de qualidade, deve-se lançar mão de técnicas e procedimentos adequados para sua produção, o que é indispensável para um melhor aproveitamento desse rentável ramo do agronegócio.

Dentre esses procedimentos, está a escolha, a formulação e a adubação correta do substrato, os tipos, as dosagens e as formas de aplicação de adubos, aliados às características relacionadas ao bom manejo dos sistemas de irrigação das mudas.

Vale ressaltar, no entanto, que plantas ornamentais são como roupa: entram e saem de moda. Assim, antes de se propor a produzir quantidades grandes de uma determinada espécie, tome o cuidado para não estar produzindo algo que o mercado já não esteja comportando pois, com exceção das plantas de grande porte (palmeiras e árvores), as plantas de pequeno porte são perecíveis e, uma vez não vendidas, têm de ser descartadas.

O sucesso do empreendimento está diretamente ligada a alguns fatores que dizem respeito à forma de conduta do produtos. Sendo assim, é importante se ter em mente que um bom empresário deverá seguir alguns critérios. São eles:

plantas ornamentais A terra nos canteiros deve estar sempre bem solta e não ser muito argilosa

Responsabilidades do produtor
– Responsabilizar-se pela produção e pelo controle da qualidade e identidade das mudas em todas as etapas da produção;
– Manter infraestrutura, recursos humanos, equipamentos e instalações necessários à produção de mudas;
– Manter as atividades de produção de mudas, inclusive aquelas realizadas sob o processo de certificação, sob a supervisão e o acompanhamento de responsável (eis) técnico (s), em todas as fases, inclusive nas auditorias;
– Atender, nos prazos estabelecidos, as instruções do responsável técnico prescritas nos laudos técnicos;
– Comunicar a rescisão de contrato ou qualquer impedimento do responsável técnico, ocorrido durante o processo de produção, ao competente órgão de fiscalização, no prazo máximo de 10 (dez) dias, contados a partir da data de ocorrência, informando o novo responsável técnico;
– Encaminhar, semestralmente, ao órgão de fiscalização da respectiva Unidade da Federação, mapa atualizado de produção e comercialização das mudas.

O produtor de mudas deverá solicitar ao órgão de fiscalização, situado na Unidade da Federação onde esteja situada a sua produção, a inscrição do viveiro ou da unidade de propagação in vitro, que deve ser renovada a cada dois anos.

Irrigação
– Não deixar o solo secar ou ficar encharcado no início do desenvolvimento da planta;
– Não irrigar nas horas mais quente do dia;
– Observe se as folhas das plantas ficam murchas ou caídas, mesmo com irrigação adequada, o que pode ser indício de espécie não adaptada ao local;
– Para plantas sensíveis a doenças, não irrigue por aspersão;
– Para economizar água, coloque uma cobertura sobre os vasos e canteiros, tais como cavaco de madeira, casca de árvore ou pedriscos. Pode-se utilizar, também uma cobertura morta, como palha de arroz, serragem ou as próprias folhas da planta;
– A terra nos canteiros deve estar sempre bem solta e não ser muito argilosa;
– As regas, em geral, não devem ultrapassar duas vezes ao dia (de manhã e à tarde), de forma a evitar o aparecimento de doenças e o encharcamento dos canteiros.

plantas ornamentaisAs plantas de pequeno porte são perecíveis e, uma vez não vendidas, têm de ser descartadas

Orientações básicas
– Solo com maior teor de areia seca mais depressa que o solo com menor concentração de argila, húmus, e outros que possuem capacidade maior de retenção de água;
– Muitas plantas requerem não apenas solo constantemente úmido, mas também alto grau de umidade do ar;
– A umidade do ar pode ser suplementada pela evaporação da água de recipientes de larga superfície (bandejas), posicionadas logo abaixo do vaso, mas sem contato com ele. Pode-se também borrifar água em aspersão bem fina sobre toda a parte aérea da planta que não tolere ambientes muito secos;
– É preferível regar as mudas na primeira hora da manhã, de modo que ela disponha de reservas para o período diurno, quando é mais abundante sua perda de água, evaporada da superfície das folhas;
– Em princípio, toda água potável é aceitável para as plantas, embora venha sendo cada vez mais difícil obter-se água verdadeiramente apropriada para beber ou regar, mesmo nas torneiras (Fonte: Guia das Plantas e Flores);
– O regador, quando utilizado, deve ter crivo fino para evitar erosão dos canteiros. O sistema por micro-aspersão em geral é o mais indicado, em função da economia da mão-de-obra e do maior controle sobre a distribuição da água;
– Na irrigação dos canteiros de semeadura e das mudas em estágio inicial de desenvolvimento, as regas devem ser mais frequentes do que para as mudas já desenvolvidas;
– Em geral, a irrigação deve ser executada no início da manhã e, ou no fim da tarde;
– O substrato deve ser mantido úmido, mas não encharcado;
– O excesso de rega costuma ser mais prejudicial do que a falta. O excesso de rega dificulta a circulação de ar no solo, impedindo o crescimento das raízes, lixivia os nutrientes e propicia o aparecimento de doenças.

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Por Silvana Teixeira

Fonte:
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